quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Os 10 principais sintomas de uma doença renal


Muitas pessoas podem sofrer de uma doença renal e nem saber. Como os primeiros sinais são muito sutis, é comum que se descubra uma Doença Renal Crônica (DRC) quando ela atinge a condição de insuficiência renal, o que pode levar muitos anos. Conheça os principais alertas que os seus rins emitem quando algo não vai bem:

Alterações na urina - Acordar durante a noite para ir ao banheiro, sentir maior ou menor necessidade de urinar que o habitual, apresentar a urina com textura espumosa, com sangue ou com a cor mais escura são episódios que não devem ser ignorados. Sentir pressão intensa ou dificuldades para eliminar o líquido também são sintomas comuns.

Inchaço - Quando os rins apresentam um mau funcionamento, eles não conseguem remover o líquido extra que é produzido. Com isso, ele se acumula em várias partes do corpo, causando inchaço nas pernas, tornozelos, pés, rosto e mãos. Muitas vezes, o sentir-se inchado também está relacionado com a má alimentação, especialmente entre os idosos que não seguem uma dieta equilibrada e saudável.

Fadiga – O hormônio eritropoietina é a principal responsável pela produção de células vermelhas no sangue, necessárias para o transporte do oxigênio. Quando o funcionamento dos rins não é pleno, a eritropoietina deixa de ser produzida, fazendo com que o cérebro e os músculos fiquem cansados mais rápido. Essa condição é conhecida como anemia.

Sensação de frio – O anêmico pode sentir frio, mesmo numa sala com aquecimento, em razão da debilitada circulação do sangue pelo corpo.

Concentração e equilíbrio prejudicados - Quando a anemia está relacionada com uma doença renal, é sinal de que o cérebro não está recebendo a quantidade de oxigênio necessária para o desempenho de suas principais funções. Como resultado, a pessoa pode apresentar perdas de memória, dificuldades de concentração, tonturas frequentes e perda de equilíbrio.

Falta de ar – Em caso de uma doença renal, o líquido suplementar produzido por  esse órgão pode ficar acumulado nos pulmões, dificultando a respiração e oferecendo riscos ao seu funcionamento. Além disso, a anemia também compromete a circulação de oxigênio no organismo, contribuindo para a falta de ar.

Dores nas pernas - Algumas pessoas acometidas por problemas renais podem sentir dores nas costas ou na lateral da perna, do lado (esquerdo ou direito) em que se encontra o órgão debilitado. O rim policístico é uma doença muito comum e que provoca dor intensa.

Erupções cutâneas e coceira - Quando os rins funcionam de forma inadequada, a acumulação de resíduos no sangue (uremia) pode gerar coceira e erupções cutâneas em qualquer parte do corpo, sendo situações frequentemente confundidas com alergias.

Gosto metálico na boca - A acumulação de resíduos no sangue pode transformar por completo o sabor dos alimentos e, geralmente, também provoca mau hálito. É comum uma pessoa com problemas renais sentir um sabor metálico durante a refeição, comprometendo grande parte da satisfação de realizá-la. Os idosos são as pessoas mais afetadas por isso e costumam perder muito peso.

Náuseas e vômitos - A formação de resíduos no sangue pode causar náuseas e vômitos. Pessoas com doenças renais estão constantemente enjoadas e sem vontade de comer e, consequentemente, apresentam falta de energia para a realização das tarefas básicas do cotidiano.
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Causas para doenças renais:
A pressão arterial alta, doenças cardíacas e diabetes são as principais causas das doenças renais. Como elas não apresentam qualquer tipo de sinal ou sintoma evidente no seu estágio inicial, a única forma de detectá-las é a partir da realização de um checkup clínico.


O diagnóstico precoce oferece mais chances de controle da doença, que pode culminar em insuficiência renal. Quando isso ocorre, as únicas opções de tratamento são a diálise e/ ou transplante do órgão.
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FONTE: CUIDAMOS

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Os benefícios do alongamento regular


Assim como cada parte de nosso corpo, os músculos precisam de manutenção e cuidados. Por isso, atividades físicas regulares são fundamentais para que eles se desenvolvam e adquiram maior flexibilidade.

O alongamento normalmente é indicado antes e após a realização de exercícios físicos mais pesados, sejam eles aeróbicos (como a caminhada) ou anaeróbicos (a musculação e diversos outros). Gilberto Anauate, chefe de ortopedia do Hospital Santa Paula (SP), apresenta os benefícios dessa prática: "O alongamento diminui o risco de lesões e distensões musculares, melhora o desempenho físico, a postura e a circulação sanguínea, além de oferecer a sensação de relaxamento e bem-estar".

O médico ainda aponta a importância da supervisão de um fisioterapeuta ou educador físico com capacidade de orientar a pessoa de acordo com a sua intenção e necessidade – como a prevenção de dores em determinada parte do corpo, por exemplo.

Os sedentários também devem alongar a musculatura, especialmente a região posterior - parte de trás do corpo. "Durante o dia a dia, a maioria das pessoas acumula estresse, principalmente na região cervical (nuca) e lombar (costas)", observa a professora de ginástica Fabianna Queiroz. Ela ainda ensina movimentos simples que podem ser inseridos na rotina de trabalho, passo a passo:

1º) Sente-se com as pernas estendidas, em postura ereta, encostada ou não na parede;
2º) Deixe as pernas paralelas, os pés apontados para cima;
3º) Tente alcançar a ponta do pé, mantendo a coluna ereta. Fique na mesma posição por 20 segundos e relaxe.

Uma dica essencial é não forçar a musculatura para alcançar os pés, já no primeiro momento. "Com a prática, todos alcançam os pés, mas cada pessoa tem o seu próprio tempo para alcançar esse resultado", ensina Fabianna. Ela sugere que o alongamento não seja confundido com exercícios de flexibilidade, pois ele não deve ser realizado muitas vezes ao dia. "O ideal é alongar antes e depois dos exercícios ou, para quem não pratica exercícios, duas vezes por dia, a hora que a pessoa acorda e logo depois do trabalho, por exemplo."Afinal, os músculos precisam de momentos de descanso. Muitas lesões e acidentes acontecem porque a musculatura foi fatigada.

Tanto o médico quanto a professora informam que o alongamento é indicado para homens e mulheres e de todas as idades. "A única recomendação é que o aluno que tem alguma patologia - como osteoporose ou hérnia de disco - procure um médico e concilie o diagnóstico com o trabalho de seu personal trainer ou professor de fitness. No geral, todos podem praticar alongamentos, o que pode mudar é o tipo de atividade adotada", diz Fabianna. "Com o devido acompanhamento, até pacientes acamados podem alongar os músculos", finaliza o médico.

FONTE: VILA MULHER

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Distúrbios do sono: causas, efeitos e tratamentos


Cansaço persistente, irritação, falta de atenção e queda de rendimento. Esses comportamentos, facilmente chamados de "preguiça" por amigos na escola ou no trabalho podem, na realidade, ser resultado de distúrbios do sono. As consequências desse quadro levam a pessoa ao risco de doença cardiovascular e até depressão.

Conheça os principais transtornos do sono:

INSÔNIA - É o problema de sono mais comum na população brasileira. Caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e manter o sono ou dormir de maneira não reparadora, o que acarreta repercussão nas atividades diurnas. A pessoa se sente cansada, irritada, sonolenta, com dores no corpo, desanimada, mal-humorada e apresenta alterações de memória.
Causas: Ansiedade, estresse, depressão, maus hábitos - como a ingestão de bebidas alcoólicas, cafeína, chás mate e preto (que funcionam como estimulantes) próximo ao horário de dormir, ausência de horários regulares para dormir e acordar, alimentação pesada, realização de exercícios físicos à noite, além de problemas familiares, econômicos e profissionais. As causas também podem ser orgânicas, como alterações na respiração.
Tratamento: Um diagnóstico correto sobre o distúrbio e um estudo para descobrir a causa são essenciais. A partir daí, são indicadas as medidas psicológicas e medicamentosas necessárias para cada caso.

SONOLÊNCIA EXCESSIVA - É caracterizada por muito sono ou sensação de sonolência nos momentos em que é necessário estar desperto e atento, como ao dirigir, durante entrevistas ou palestras. Muitas vezes, a sensação é tão incontrolável que a pessoa chega a dormir em situações perigosas.
Causas: Dormir menos do que o necessário ou ter distúrbios do sono como, por exemplo, a apneia do sono.
Tratamento: Investigar a causa, levantar o diagnóstico e tratá-lo de acordo com o distúrbio encontrado. Se a causa for dormir menos do que o necessário, a solução pode vir do aumento das horas de sono.

SONAMBULISMO e TERROR NOTURNO -Esses transtornos são mais comuns em crianças. No sonambulismo, a pessoa levanta da cama e anda pela casa enquanto dorme e, ao acordar no outro dia, não se lembra de nada. No terror noturno, a criança senta na cama e começa a gritar, apavorada, mas depois se deita novamente e também não se lembra do fato.
Segundo a Dra. Stella, não devemos acordar a pessoa durante esses episódios, uma vez que ela está em um estado de consciência que “mistura” sono profundo e vigília. “Ela pode ficar mais confusa e, às vezes, o episódio se prolonga. Tanto no sonambulismo quanto no terror noturno, a melhor postura é manter a calma e esperar passar”.
Causa: Ainda não há uma explicação para esses distúrbios.
Tratamento: Ambos os problemas costumam desaparecer conforme a criança cresce. É necessário tomar providências para evitar acidentes durante os episódios. Os adultos desenvolvem o sonambulismo como resultado de tensões emocionais, que devem ser tratadas.

ENURESE - A criança urina na cama durante a noite. Há dois tipos: enurese primária, em que crianças com mais de cinco anos não conseguem controlar a liberação de urina; e enurese secundária, em que conseguiam controlar e depois voltam a urinar.
Causa: Não são conhecidas as relacionadas ao tipo primário e, no tipo secundário, a enurese é proveniente de problemas emocionais. Foi constatado, recentemente, que o distúrbio também pode ser provocado pela falta de um hormônio antidiurético, responsável por controlar a urina.
Tratamento: Se a causa for falta de hormônio, pode ser feito por meio de reposição. Também há tratamentos comportamentais.

DISTÚRBIO COMPORTAMENTAL DO SONO REM - O sono é dividido em fases e o REM (Rapid Eye Moviment, ou Movimentos Oculares Rápidos) é o do sonho.  Esse transtorno é mais comum entre homens idosos, embora possa se manifestar em qualquer pessoa. A paralisia, característica normal desse estágio do sono, não acontece e, com isso, a pessoa vivencia o que está sonhando. Muitas vezes o comportamento é violento e as pessoas acabam com fraturas, cortes ou machucando seus companheiros. Nesse caso, devem ser tomadas medidas de segurança - como manter janelas e portas trancadas - para evitar acidentes.
Causa: Não é conhecida na maioria dos casos.
Tratamento: Uso de medicamentos específicos, de acordo com avaliação médica.

APNEIA - É um distúrbio com alta prevalência na população. Trata-se da diminuição ou interrupção da respiração por 10 segundos no mínimo. Com isso, despertar várias vezes durante a noite, ou com falta de ar, é bastante comum.
O problema atinge principalmente os homens de meia idade acima do peso e mulheres após a menopausa, mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, incluindo crianças. A pessoa com apneia geralmente ronca, acorda cansada (às vezes com a boca seca), fica sonolenta e apresenta queda de rendimento, além de correr risco de doença cardiovascular.
Causas: Obesidade, características físicas como o aumento das amígdalas (mais comum em crianças) ou, ainda, o estreitamento das vias respiratórias.
Tratamento: Cirurgias, uso do CPAP (sigla para ‘Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas’, que consiste num aparelho que injeta ar comprimido no nariz com pressão, desobstruindo a faringe de forma mecânica), aparelho dentário, emagrecimento e cuidado medicamentoso.

Como constatar - Além da observação das pessoas que dividam o mesmo quarto, o exame polissonografia tem o papel de analisar o paciente enquanto dorme, devendo ser realizado em um laboratório especializado. O procedimento avalia os movimentos dos olhos e pernas, a atividade elétrica cerebral, a respiração, o teor de oxigênio no sangue, entre outras funções.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Seis plantas medicinais para sempre ter em casa


Diversos estudos científicos já comprovaram os benefícios de algumas plantas para a saúde. No entanto, o uso indevido dessas pode causar efeitos tóxicos no organismo, como é o caso da hortelã, que, se for consumida em excesso, pode aumentar a acidez no estômago.

Além disso, a combinação de algumas plantas com determinados medicamentos podem transformar aliados da saúde em inimigos. Quem trata a pressão alta com remédios, por exemplo, deve ficar longe de espécies do tipo guaraná que, ao liberar adrenalina, podem anular o efeito do medicamento.

A infusão (isto é, o processo de fervura) é o modo mais simples e eficaz de extrair as propriedades das plantas. Por isso, recomenda-se que o chá seja preparado utilizando duas colheres (de sobremesa) da erva escolhida e duas  xícaras de água numa chaleira, onde deve permanecer por entre 10 a 15 minutos. A quantidade equivalente a uma xícara já oferece o efeito medicinal da planta e dificilmente riscos  à saúde.

Confira abaixo algumas espécies que podem melhorar a sua qualidade de vida:

Lavanda: auxilia na qualidade do sono
Com capacidade sedativa, ela é capaz de diminuir a atividade motora do organismo e, consequentemente, proporciona um sono mais duradouro e reparador, além de diminuir a irritabilidade e o stress. É uma das plantas medicinais mais utilizadas no mundo. A farmacêutica María Tránsito Lopez, uma das autoras do livro ‘Plantas Medicinais em Casa’, aponta ainda outra vantagem: "Ela é utilizada desde a Antiguidade, tanto por suas propriedades medicinais quanto pelo seu aroma agradável e capaz de repelir insetos."

Boldo: ajuda na digestão dos alimentos
Protetor do fígado, o boldo aumenta a produção de bílis e, por isso, é recomendado em casos de mau funcionamento da vesícula biliar. Dessa forma, ajuda na digestão dos alimentos, sobretudo no caso de digestões lentas e difíceis, isto é, aquelas que dão a sensação de estômago pesado e sabor amargo na boca.

Passiflora: controla o stress
Age como relaxante muscular e pode ser grande aliado no combate da ansiedade. Também é útil contra a insônia, promovendo o sono de forma natural e evitando cãibras noturnas. A passiflora também tem poder contra a irritabilidade relacionada à TPM e à menopausa.

Camomila: facilita a digestão
Alivia dores abdominais e espasmos gastrointestinais. Pode ajudar a controlar vômitos, náuseas e diarreias. Além disso, a camomila é uma planta sedativa, capaz de aliviar dores associadas à menstruação. Também é grande aliada de pais e mães que querem estimular o sono de bebês e crianças.

Verbena: combate a ansiedade
É um sedativo natural. Sua principal propriedade é no combate à ansiedade. Também pode ser utilizada contra enxaqueca de origem nervosa ou associada ao ciclo menstrual. Compostos preparados com essa planta (óleos essenciais) amenizam a dor de queimaduras leves.

Eucalipto: alivia a respiração

Suas folhas, secas ou frescas, possuem propriedades expectorantes que agem nas vias respiratórias. Além disso, o eucalipto é um grande aliado contra catarros, faringite e bronquites. Também pode oferecer bons resultados para aliviar a dor articular e muscular, além de curar feridas.


FONTE: VEJA

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Diástase: a transformação muscular em gestantes


   Uma linha ‘afundada’ que sai da região do peito e vai até, mais ou menos, o umbigo, como se separasse o abdome em dois. Pode soar estranha essa condição fisiológica, chamada de diástase, mas ela é mais comum em mulheres em período de pós-parto do que se pensa.

   "A diástase é o afastamento dos músculos do abdome. O organismo feminino prepara o corpo para a gestação e o aumento da parede abdominal nesse período faz com que ocorra esse processo de afastamento", explica o ginecologista e obstetra Sérgio Hecker Luz, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

   Ele esclarece ainda que a condição não tem nada a ver com o tipo de procedimento realizado: "Esse processo acontece na gestação e não no momento do parto e, portanto, não há importância se o nascimento ocorre por via cesárea ou normal. A única diferença é que, no caso da cesariana, a cavidade fica acima do umbigo, enquanto no parto vaginal perto do púbis".

   A diástase está muito relacionada aos hábitos da gestante, até mesmo antes da gravidez. O ginecologista e obstetra Carlos Alberto Politano, diretor da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) explica: “Dependendo da constituição da pessoa ou da atividade muscular que ela teve durante a gestação, essas linhas podem ficar afastadas e formar um espaço que vai de um a três centímetros. Quando a pessoa contrai o abdome aparece um feixe muscular de cada lado”.

   Por isso, é importante ter atenção à postura ao andar, sentar e ao praticar atividades físicas. “Se a pessoa tem uma musculatura abdominal que foi exercitada no período anterior, essa musculatura tem uma capacidade de extensão maior que aquela musculatura que não era exercitada”, esclarece Politano.

   Durante a gestação, a má postura interfere diretamente nos feixes musculares devido à mudança na curvatura da coluna, que é resultante do crescimento do abdome. "Uma gestante que era sedentária antes da gravidez deve inserir uma atividade física no seu dia a dia, ativar a musculatura paravertebral e abdominal e cuidar da postura. Hoje, muitas grávidas trabalham sentadas mexendo no computador e passam horas em posições erradas. No pré-natal, costumamos dizer que há dois pilares para uma gravidez saudável: as atividades físicas e a alimentação", completa.

   Na lista de exercícios indicados para as futuras mamães estão: caminhada, hidroginástica, pilates e, até mesmo, academia - caso ela já frequente e seja constantemente assistida por um profissional especializado em treinamento para gestantes. Assim, o mais importante é praticar atividades que se encaixem na rotina da gestante.

   Já no quesito alimentação, a recomendação do médico é comer a cada três horas e manter uma dieta equilibrada. "Há vinte anos, a gestante vinha ao pré-natal e sua única preocupação era a gestação, não pensava em comer de forma saudável e se hidratar. Tinha-se a ideia de comer por dois. Hoje é diferente. Quando falamos em comer de três em três horas e em menores porções, muitas falam que vão engordar. Porém, o que engorda é comer só no café, almoço e jantar. O que se precisa ter é uma alimentação equilibrada, e é claro que isso vai influenciar na musculatura, pois é necessário ter uma ingestão proteica balanceada".

   A diástase começa a se formar durante a gestação, mas, muitas vezes, é depois que ela se evidencia. O diagnóstico é realizado por meio de um exame físico em que o médico solicita para que a paciente, deitada, se levante sem o auxílio das mãos. Quando ela está com diástase, os médicos observam uma elevação na região central do abdome.

   Apesar de não ser possível prevenir seu aparecimento, é possível tratá-la sem intervenções cirúrgicas, como abdominoplastias, que segundo Dr. Luz, podem atrapalhar gestações futuras. Por isso, é preciso dar tempo ao tempo e investir nos exercícios físicos.

   "A maioria das diástases fica imperceptível depois de algum tempo e com o auxílio de exercícios para fortalecer o abdome, como musculação e pilates. Em média, em torno de um ano, as mães já não observam esse afastamento, no entanto, cada organismo reage de uma maneira", completa.

   Segundo Politano, não vale investir numa cinta durante a gravidez, mas depois do parto ela é uma boa opção. "Na gestação, usar a cinta é tapar o sol com a peneira, pois o mais importante é manter uma postura correta para evitar dores. Depois da gravidez, no entanto, é fundamental porque o abdome está flácido e a cinta ajuda a minimizar isso na musculatura".


   Caso você perceba que há uma depressão de mais de 1,5 centímetro entre os músculos do abdome, o ideal é buscar ajuda médica para uma cirurgia plástica. Se houver uma diástase pequena - de 1 cm a 1,5 cm - só com os exercícios, o estiramento das fibras musculares acaba ficando imperceptível. "Mas a atividade deve ser feita com o acompanhamento de um fisioterapeuta, porque ele vai saber trabalhar a musculatura reto abdominal", pontua o ginecologista.

FONTE: ESTADÃO e UOL

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Mais de 40% da população mundial sofre de Síndrome do Intestino Irritável

   O intestino é constituído por duas partes: o intestino delgado e o intestino grosso. O delgado (formado pelo duodeno, jejuno e íleo) estende-se do piloro – válvula que separa o estômago do duodeno – até a junção íleocecal, onde começa o intestino grosso, que vai desembocar no reto.

   Muita gente se queixa de problemas intestinais como cólicas em períodos alternados, gases que provocam distensão do abdômen, crises de prisão de ventre e diarreia, além da sensação de que o intestino não foi esvaziado completamente com a evacuação. Esses sintomas, por sua vez, são comuns a muitas doenças intestinais, como a Síndrome do Intestino Irritável, um distúrbio funcional, sem causa anatômica ou lesões que a justifiquem. Por isso, o diagnóstico desta é de fundamental importância para excluir a possibilidade de patologias mais graves.

   No passado, a síndrome era chamada de colite nervosa e era atribuída apenas a alterações emocionais. Esse nome, no entanto, não estava correto, já que o distúrbio, ao contrário das doenças orgânicas, não apresenta inflamação. Além disso, sabe-se que o intestino tem enervação própria e hormônios que regulam sua capacidade de excretar.

   A coordenação motora do intestino é absolutamente necessária para fazer o bolo fecal progredir nos intestinos. Para tanto, são necessárias estruturas anatômicas (músculos, mucosas etc.), além de mediadores químicos que agem nas fibras musculares e provocam contrações.

   Os principais sintomas da descoordenação do movimento peristáltico são dor e desconforto causado pelo acúmulo excessivo de gases. Muitas vezes, no fim do dia, o indivíduo é obrigado a abrir o cós da calça, porque sente a barriga estufada. Além disso, pode apresentar tanto intestino preso como intestino solto, ou ambos alternadamente, dependendo da irritação que as alterações da motilidade intestinal tenham provocado.

Como o distúrbio ocorre
   Quando o alimento chega ao estômago, através de hormônios e estímulos nervosos, é enviado um comando que estimula as contrações e provoca aumento na motilidade do intestino. Quanto mais longo for o período de jejum que antecedeu a alimentação, maior será o reflexo, o que normalmente ocorre pela manhã, depois de uma noite inteira de jejum.

   Na síndrome do intestino irritável, o reflexo gastrocólico e o movimento de massa estão exacerbados. Nesses casos, as manhãs são difíceis, porque aumentam os reflexos e, consequentemente, aumenta a necessidade de evacuar. Entre70% e 80% dos casos, os portadores da síndrome têm diarreia e evacuam várias vezes depois do café da manhã.

Os riscos
   Um dos problemas desse transtorno é que os sintomas são comuns aos de muitas doenças do intestino. Um deles é a alternância de obstipação e diarreia, que aparece também nos casos de câncer de intestino. Flatulência, dor, alteração na consistência das fezes podem ser sinais de doenças inflamatórias como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. 
   Caso a pessoa não busque identificar as causas do transtorno intestinal, ela corre o risco de ignorar problemas sérios e que exigem tratamento específico.

O diagnóstico
   É feito por exclusão e leva em conta os sintomas. Se a pessoa tiver menos de 50 anos, fez exames de atividade inflamatória, exames de sangue que não revelaram perda de ferro e anemia, exame de fezes para detectar se o sangue oculto é negativo, além de não existir histórico familiar de outras doenças intestinais, pode-se tentar o tratamento com drogas para intestino irritável e observar. Se não houver melhora, o paciente deve ser encaminhado para colonoscopia.

   No entanto, se ele tiver mais de 50 anos, se o exame de sangue oculto nas fezes for positivo e houver histórico familiar de outras doenças do intestino, a colonoscopia será prescrita imediatamente para excluir a possibilidade de uma doença orgânica grave.

   Dessa maneira, o diagnóstico de intestino irritável é feito ao excluirmos patologias mais graves. Se em menos de um mês o indivíduo não responder ao tratamento medicamentoso, será encaminhado para a colonoscopia.

   A colonoscopia é um exame feito com um tubo flexível e elástico que permite ver por dentro todo o intestino grosso e uma parte do intestino delgado. Apesar da abrangência desse procedimento, caso haja alguma alteração na parte do intestino delgado que o aparelho de colonoscopia não alcança, não será possível detectá-la.

   Num primeiro momento, porém, o exame dá certa tranquilidade e permite tentar o tratamento para a síndrome do intestino irritável. Caso os sintomas persistam, a investigação das causas prossegue.

   Avalia-se o intestino delgado para verificar se não existe algum problema na absorção dos alimentos ingeridos – como intolerância à lactose, por exemplo – ou existe um problema relacionado com o próprio intestino. Para tanto, pede-se um exame de raios-X de trânsito intestinal, visando examinar o intestino delgado inteiro e diagnosticar dificuldades com as enzimas pancreáticas ou a doença celíaca provocada por alergia ao glúten.

O tratamento
   A síndrome do intestino irritável é a patologia intestinal mais prevalente no mundo, até porque a tendência, hoje, é classificar a constipação crônica dessa maneira. Estima-se que 40% da população mundial  seja acometida pelo transtorno.

   Quando se é diagnosticado que o problema é, de fato, funcional e ligado à motilidade do intestino, que não ocorre de forma adequada para a progressão do bolo fecal, geralmente a pessoa fica mais tranquila, uma vez que não existem lesões e não há necessidade de ser operada.

    O objetivo do tratamento é controlar o movimento do intestino e recuperar sua coordenação motora normal, recorrendo a medicamentos e uma orientação alimentar individual.

   Alimentos ricos em fibras solúveis e insolúveis favorecem a formação adequada de um único bolo fecal. Na grande maioria das vezes, porém, a pessoa precisa também de medicação para controlar a motilidade fecal, seja pela ação de hormônios ou por ação direta na movimentação do intestino. Poucos pacientes necessitam de remédios que rompam o vínculo entre alterações emocionais e funcionamento dos intestinos.

   Fibras solúveis são as que formam e compactam o bolo fecal. Normalmente, são encontradas em polpas de frutas e em alguns cereais. Já as insolúveis formam o bolo fecal, mas não têm o poder de compactá-lo. Estas funcionam principalmente como laxantes, e estão presentes nas cascas das frutas e de cereais, além de todas as verduras. De acordo com a tendência da pessoa em apresentar constipação ou diarreia, será recomendada a ingestão de mais fibras solúveis ou mais fibras insolúveis.

   Devem ser evitados alimentos que irritem os intestinos, como condimentos picantes e produtos com excesso de conservantes e a ingestão excessiva de açúcar, principalmente pelo consumo de doces muito concentrados, como brigadeiro e leite condensado.

   Em geral, os portadores da síndrome precisam de remédio, o que não quer dizer que seja de uso crônico e contínuo, como acontece com outras doenças do intestino. Eles podem ser prescritos nas fases de maior desconforto, por não mais do que um ou dois meses.

A pessoa pode viver alguns anos sem manifestações clínicas, por fatores emocionais ou algum distúrbio na motilidade intestinal, mas pode voltar a apresentar os sintomas e ser obrigado a retomar o tratamento.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Lordose: o que você deve fazer quando se torna um problema

Lordose é o nome que se dá à curvatura excessiva na coluna espinhal e que, diferentemente de outras curvas, é para dentro. A lordose fisiológica é considerada normal e ocorre na região cervical e lombar. Quando muito acentuada ou situada em outra parte da coluna vertebral, é chamada de hiperlordose.
   A lordose é adquirida, na medida em que o indivíduo assume a postura ereta, e passa a ser considerada uma deformação, quando atinge um ângulo superior a 60° na coluna cervical ou está entre 40° e 60° na coluna lombar. O transtorno pode estar associado a uma anteversão pélvica, no caso da lombar, ou uma proeminência da cabeça, na cervical.
   Os sintomas da hiperlordose lombar são:
- dor no fundo das costas;
- aumento da curvatura da coluna no fundo das costas;
- fraqueza dos músculos abdominais;
- abdômen globoso e anteriorizado;
- pode ocorrer flacidez abdominal e celulite nos glúteos, devido à diminuição do retorno venoso e linfático.
Os sintomas da hiperlordose cervical são:
- dor no pescoço;
- aumento da curvatura da coluna na região do pescoço, deixando o nariz mais “empinado”;
hipercifose;
hipertrofia dos músculos posteriores do pescoço;
fraqueza dos músculos anteriores do pescoço;

Causas 
A hiperlordose pode ser causada por:
- deformidade genética;
- má postura;
- gravidez;
- obesidade;
- fraqueza de determinados grupos musculares;
- Espondilolistese (escorregamento das vértebras);
- Hérnias de disco, quando se adota a postura para evitar a dor;
- Movimentos repetitivos;
- Lesão relacionada ou trabalho, como os trabalhos braçais e que exigem muita força;
- Alterações na articulação têmporo-mandibular.

Diagnóstico
   Quanto antes uma deformidade na coluna for diagnosticada, melhor será o prognóstico. Para tanto, são necessários alguns exames físicos, com uma detalhada observação do paciente com as costas desnudas e nas vistas frente, costas e perfil.
   Outro exame de fundamental importância diagnóstica é a radiografia. O Raio-X é indicado para todo paciente com exame clínico sugestivo de deformidade da coluna vertebral. Deve ser realizado com o paciente em pé, nas incidências antero-posterior e perfil e, de preferência, incluindo toda a coluna no mesmo filme. As deformidades são mensuradas em ângulos pela radiografia.

Tratamento
   As medidas do tratamento conservador não cirúrgico incluem:
- Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios;
- Fisioterapia para desenvolvimento de força, flexibilidade e aumento da capacidade do movimento. Um programa de exercícios personalizado e que deve ser praticado em casa também pode ser indicado;
- Coletes para controle da evolução da curva em adolescentes;
- Redução do peso corporal ao nível ideal;

- Cirurgia - É indicada para curva lordótica grave e de envolvimento neurológico, ou quando os outros tratamentos não apresentam resultados satisfatórios, isto é, capazes de gerar alívio ao paciente. Um cirurgião da coluna deverá decidir qual procedimento e abordagem (anterior/posterior, frente ou costas) são indicados para o paciente, baseado em seu histórico clínico, sintomas e achados radiográficos.